A EoE ocorre quando um tipo de glóbulo branco, o eosinófilo, infiltra-se na mucosa esofágica. Em condições normais, não existem quantidades significativas de eosinófilos no esôfago. Essa presença causa uma inflamação que, se não tratada, leva ao remodelamento tecidual e fibrose, estreitando o órgão.
Sintomas Principais
Os sinais variam conforme a idade, mas os mais comuns incluem:
Disfagia: Dificuldade para engolir alimentos sólidos.
Impactação alimentar: Quando a comida fica “entalada” no esôfago, exigindo remoção endoscópica de urgência.
Dor torácica: Frequentemente não relacionada a problemas cardíacos.
Refluxo refratário: Sintomas que lembram azia, mas não respondem aos antiácidos comuns.
Diagnóstico
O padrão-ouro é a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) com biópsias. O diagnóstico é confirmado quando se observa uma contagem de pelo menos 15 eosinófilos por campo de grande aumento (CGA) no tecido esofágico. Visualmente, o médico pode notar anéis circulares, sulcos lineares ou exsudatos brancos.
Pilares do Tratamento
Dietético: A exclusão de alimentos alérgenos (como leite, trigo, ovos e soja) costuma ser muito eficaz.
Farmacológico: O uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBPs) ou corticoides tópicos deglutidos (como fluticasona ou budesonida) para reduzir a inflamação.
Dilatação: Em casos de estenose (estreitamento grave), pode ser necessária a dilatação endoscópica.
Biológicos: Medicamentos mais novos, como o dupilumabe, estão sendo utilizados para casos mais severos.
